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A mídia tradicional e a ilusão do controle

Posted by analisesdejornalismo em novembro 12, 2013

Por *Luciano Martins Costa

As grandes empresas brasileiras de comunicação se reuniram nos dois últimos dias em São Paulo para discutir o futuro do setor. Com pouquíssimas variações, o teor dos discursos foi mais uma repetição do que vem sendo dito desde… 1993. A palavra de ordem, segundo os jornais desta quinta-feira (7/11), é a mesma de quando a imprensa foi impactada pela criação do primeiro browser comercial da internet, o Mosaic. Vinte anos depois da ruptura provocada pela tecnologia digital, os gestores de jornais ainda falam de sinergia como a panaceia de todos os negócios.

O Seminário Internacional de Jornais é uma iniciativa da INMA, sigla em inglês para Associação Internacional de Marketing de Imprensa, evento que reúne dirigentes e profissionais de marketing de empresas jornalísticas. Faz parte do esforço do setor para interromper a crise que se desenrola com a perda de receita da publicidade e queda nas vendas. Os temas do encontro incluem o efeito da expansão da mobilidade do público, pela popularização dos telefones com acesso à internet; as novas competências do setor; a publicidade digital e a construção de marcas multimídia.

O evento não parece entusiasmar as empresas, uma vez que apenas o Globo e a Folha de S. Paulo têm dado algum espaço para os debates. Pelo que se pode ler dessas fontes e do site oficial do seminário, trata-se de mais do mesmo, ou seja, os gestores da imprensa seguem repetindo o que declaram há vinte anos, com poucas variações. O novo nome da sinergia é “multiplataforma”, ou seja, os jornais acreditam que basta juntar numa mesma sala os editores e os profissionais de Tecnologia da Informação para produzir conteúdos que possam ser aproveitados em todas as mídias, que tudo estará resolvido.

O representante do Estado de S. Paulo anunciou que desde agosto o jornal paulista tem equipes multimídia, com jornalistas e técnicos trabalhando lado a lado. Ele esqueceu ou ignora que o projeto original do Estado na Internet já funcionava com equipes mistas desde o primeiro dia, no início dos anos 1990, e que o primeiro nome da iniciativa era Estadão Multimídia. De lá para cá, o que era futuro se tornou realidade, mas as empresas jornalísticas seguem discutindo a “sinergia”.

Quanto vale a notícia?
Também se falou muito do sucesso obtido com o modelo de cobrança para o acesso a notícias, que, segundo os relatos disponíveis, tem permitido aumentar a audiência e registra algum avanço na receita. Mas não há referência ao fato de que o aumento do número de leitores nas versões digitais dos jornais não produz o crescimento correspondente do ganho com publicidade. Por outro lado, os gestores de jornais elegeram como inimigos preferenciais o Google e o Facebook, tomando como critério apenas o que consideram valor de face da notícia.

A grande “sacada” geral das empresas de comunicação é que, duas décadas depois do big bang da internet, “o jornal não é mais um produto, mas uma plataforma de muitas faces, que tem no conteúdo de qualidade o seu maior valor”, conforme declarou o representante do Globo. A frase é boa, mas esconde o grande dilema do setor: a questão da imprensa não é mais o modelo de negócio, mas a própria natureza da atividade jornalística. A grande pergunta é: quanto vale a mediação num ambiente em que cada pessoa é potencialmente uma mídia?

A disputa dos jornais com o Google e o Facebook se refere às margens de ganho de cada parte, comparada ao peso de cada um na produção e distribuição do conteúdo jornalístico. Mas essa discussão não leva em conta, no lado da imprensa, que as duas potências digitais são os protagonistas centrais no contexto em que se desenvolvem novas formas de vínculos sociais. Seria certamente mais produtivo se a mídia tradicional buscasse um acordo para se propor como um sistema de ancoragem dos conteúdos que trafegam nas redes digitais, abandonando a ilusão de que ainda ocupa o centro do ecossistema comunicacional.

Acontece que os jornais vivem uma ilusão do controle. Seus dirigentes imaginam que ainda controlam o fluxo da comunicação na sociedade contemporânea. No entanto, já não falam diretamente à sociedade, mas cumprem um papel marginal, dialogando com as instituições. Por exemplo, os jornais falam aos partidos políticos, mas não aos eleitores. No dia em que o Google e o Facebook decidirem apoiar cooperativas de jornalistas, criando seus próprios conteúdos com novas marcas, a imprensa que conhecemos vai virar passado.

* Jornalista, escritor e colaborador do Observatório da Imprensa.

Fonte: Observatório da Imprensa

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Jornalista está em lista de profissões que mais atraem psicopatas

Posted by analisesdejornalismo em novembro 12, 2013

A revista The Week divulgou pesquisa sobre as profissões que mais atraem os psicopatas. De acordo com a publicação britânica, falta de empatia, irritabilidade e agressividade são as principais características de pessoas que sofrem do distúrbio de personalidade.

0-0-0-0-0-0dexterNa TV, Dexter é analista forense (Imagem: Divulgação) Os presidentes de empresas encabeçam o ranking de 10 profissões que mais atraem psicopatas. Em segundo lugar estão os advogados, seguidos por profissionais de mídia. Os jornalistas estão na sexta posição da lista. Para a revista, as funções exigem decisões objetivas, sem usar os sentimentos.

Confira as 10 profissões que mais atraem psicopatas:

1 Presidente de empresas
2 Advogado
3 Profissional da mídia (TV/Rádio)
4 Vendedor
5 Cirurgião
6 Jornalista
7 Policial
8 Líder Religioso
9 Chef
10 Funcionário Público

Fonte: Comunique-se

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Trabalhadores da EBC aprovam continuidade da greve

Posted by analisesdejornalismo em novembro 12, 2013

Os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) decidiram, em assembleia simultânea realizada Brasília (DF),0-0-0-0-0-0greveebc Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) na segunda-feira (11/11), continuar em greve iniciada na quinta (7/11). Os trabalhadores decidiram que não irão abrir mão dos direitos conquistados e também continuarão na luta pelo ganho real.

A EBC oferece 1% de ganho real dividido em dois anos, tíquete alimentação extra no fim de 2013 e 2014, vale-cultura. Mas impõe, a partir de demanda do Ministério do Planejamento, a retirada de 10 itens do Acordo e quer a exclusão de outras cláusulas sociais.

(Imagem: Divulgação/ SJPDF)

Na quarta-feira (6/11), a direção da empresa lançou nota de esclarecimento aos funcionários onde manifestou-se “surpreendida pela deflagração da greve de seus empregados”, considerou “ilegítimo o modo como foi deflagrada e anunciada a greve” e referiu-se a instrumentos legais para destacar que “os empregados deverão garantir o funcionamento mínimo dos serviços”.

Segundo Paulo Zocchi, secretário do Departamento Jurídico do SJSP e diretor da FENAJ, que acompanha o movimento dos trabalhadores da EBC em São Paulo, as ameaças feitas pela empresa através do comunicado distribuído só contribuiu para a aprovação da greve nacional.

“No comunicado, a empresa considerou ilegítimo o modo como foi deflagrada e anunciada a greve e que adotaria as medidas administrativas e legais cabíveis para garantir o direito ao trabalho. Não é uma boa maneira de negociar com os trabalhadores”, afirmou.

Na assembleia desta segunda-feira os jornalistas e radialistas mantiveram a contraproposta aprovada na assembleia do dia 5 de novembro, que prevê reajuste linear de R$ 290, aumento de 11% no tíquete alimentação, além de avanços em nove cláusulas sociais, como horas-extras, ocupação de cargos de chefia por concursados, formação, suspensão de punições e abonos de falta. Foi aprovada, também, a continuidade do diálogo com a empresa e o envio de cartas a órgãos do governo e a lideranças políticas reivindicando o apoio às demandas dos trabalhadores.

Depois da assembleia, os funcionários realizaram ato em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para cobrar do governo a liberação dos recursos para o atendimento das reivindicações dos trabalhadores.

Em uma conversa informal com grevistas em Brasília na manhã desta segunda, o presidente da EBC, Nelson Breves, sinalizou que as negociações deverão ser retomadas mediante o cumprimento de duas premissas: fechamento de um acordo coletivo para dois anos e discussão do reajuste salarial em percentuais, e não linear – como querem os trabalhadores. Os funcionários realizam nova assembleia nesta terça-feira (12) para avaliar a mobilização.

Fonte: Fenaj.  Com informações dos Sindicatos dos Jornalistas do DF, SP e Município do Rio de Janeiro

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O Império Midiático se curva na Argentina

Posted by analisesdejornalismo em novembro 7, 2013

O monopólio midiático na Argentina acaba de sofrer duro golpe com a aprovação da Lei de Mídia, aprovado essa semana. Assim como no Brasil, a grande imprensa Argentina estava centralizada em poucas mãos. Alguns grupos de esquerda no Brasil também lutam pela aprovação de leis semelhantes, para promover maior democratização da mídia no país, o que preocupa os grandes grupos atuais, que classificam a iniciativa como censura. No entanto, até mesmo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) elogiaram o governo argentino.  Veja as consequências da Lei de Mídia argentina sobre o Grupo Clarín, na reportagem de Paola Nalvarte e Travis Knoll, publicada pela Knight Center/PYF.

Grupo Clarín propõe se adequar à lei de meios argentina dividindo-se em seis companhias

Por Paola Nalvarte e Travis Knoll

O conglomerado de mídias argentino Grupo Clarín anunciou hoje que se adequaria voluntariamente à polêmica lei de meios antimonopólio dividindo suas licenças audiovisuais entre seis unidades de negócio que respeitem o limite previsto pela lei. Clarín anunciou sua prosposta de participação assim que a Suprema Corte da Argentina declarou constitucional a lei de meios na semana passada. O governo de Cristina Fernández ofereceu ao Grupo Clarín a possibilidade de apresentar uma saída voluntária de acordo com o estipulado pela lei.

No entanto, Clarín informou que apresentou sua proposta para evitar qualquer apropriação por parte do governo e que a implementará somente quando se vir obrigado a fazê-lo, informou AP. Em paralelo, o conglomerado de mídias argentino continuará litigando para manter sua integridade atual, incluindo recorrer da decisão diante de tribunais internacionais por considerar a lei injusta. “Esta adequação não implica, nem remotamente, a resignação de nossos princípios nem a claudicação de nossos direitos, que serão defendidos até as últimas instâncias”, anunciou o Clarín à opinião pública em seu comunicado.

Enquanto isso, os membros da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA elogiaram a lei de meios argentina, apoiando as políticas promovidas pelo governo de Cristina Fernández a favor da liberdade de expressão e da democratização da mídia, no contexto de uma audiência convocada por jornalistas do Grupo Clarín e o jornal La Nación. Os jornalistas argentinos denunciaram a falta da liberdade de opinião de seu país diante da comissão.

A Suprema Corte argentina declarou a constitucionalidade geral da lei de meios no dia 29 de outubro, finalizando assim o julgamento de quatro anos que o Clarín havia aberto contra o governo logo antes de questionar os artigos 45 e 161 da norma.

A lei de meios restringe a posse de licenças de frequências de sinal aberto em um máximo de 10, tanto de rádio como de televisão, e a gestão de 24 licenças em diferentes localidades para a operação do serviço de televisão a cabo. Também proíbe que uma companhia possua licenças, de televisão aberta e a cabo em um mesmo lugar.

Atualmente o Grupo Clarín possui 12 licenças audiovisuais, com uma diversidade de serviços de rádio, televisão de sinal aberto e a cabo, como o Canal Trece e Cablevisión em Buenos Aires, entre outros.

A decisão da Suprema Corte gerou tanto opiniões a favor como contra, e a divisão refletiu-se inclusive no âmbito internacional entre organismos defensores da liberdade de imprensa. Por exemplo, Repórteres Sem Fronteiras apoia a lei de meios argentina por promover a pluralidade de vozes, mas critica o favoritismo que existe na distribuição da publicidade estatal entre as mídias simpatizantes do governo.

Por sua vez, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP em espanhol) respeitou a decisão judicial argentina referente a lei de meios, ainda que não estivesse de acordo. “Respeitamos a decisão da Corte, mas não concordamos com ela, especialmente tendo em vista o estado da liberdade de expressão na Argentina, que vem se deteriorando permanentemente depois de ataques do governo contra vozes críticas e independentes”, declarou Claudio Paolillo, presidente da organização.

Em um relatório de 2012, o Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) concluiu que esse conflito entre o governo e a imprensa afetou o acesso dos argentinos à informação objetiva.

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STF faz concursos para jornalistas diplomados. Cozinheiros não servem!

Posted by analisesdejornalismo em novembro 6, 2013

Por Sylvio Micelli

Ironia. O mesmo Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou o diploma para o exercício da profissão de jornalista agora abre concurso para… para… para… jornalistas diplomados!

Após mais de quatro anos da controversa decisão, capitaneada pelo ministro-relator Gilmar Mendes, que chegou a comparar o jornalista a um cozinheiro, o douto colegiado de ministros abre um concurso que será apenas para profissionais diplomados.

Li o edital com cuidado. Atribuições como cozinhar o velho e bom arroz e feijão ou saber preparar um tradicional Coq au Vin francês, para oferecer aos coleguinhas do Itamaraty, não fazem parte das habilidades exigidas.

O edital é claro:

“CARGO 3: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: COMUNICAÇÃO SOCIAL

REQUISITOS: diploma, devidamente registrado, de curso de nível superior de graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, e registro na Delegacia Regional do Trabalho.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DE ATIVIDADES: realizar atividades de nível superior, de natureza técnica, relacionadas ao planejamento, organização, coordenação, supervisão, assessoramento, estudo, pesquisa e execução de tarefas que envolvam todas as etapas de uma cobertura jornalística integrada: produção, redação, reportagem e edição de conteúdos para mídias eletrônicas como rádio, TV, internet e imprensa escrita.”

Se você se interessou, corra. O período de inscrições para o concurso organizado pela Cespe vai até o dia 4 de novembro.

O salário é bom, pouco mais de 7,5 mil reais, mas são apenas três vagas sabendo-se que há vacância de mais de setenta, considerando-se todas as mídias que trabalham no STF e, diga-se de passagem, realizam um ótimo trabalho por sinal. A carga horária também não é a nossa, o velho e utópico sonho de cinco horas por dia ou sete, no máximo.

Acho que isso só fortalece nossa luta em prol da exigência do diploma para o exercício do Jornalismo tendo em vista que, nem quem derrubou o diploma e promoveu uma censura indireta em nosso trabalho, usa do mesmo mal que propagou, atendendo a interesses prá lá de escusos.

Dotes culinários? Deixe-os para os finais de semana. Isso se não houver plantão.

* Jornalista profissional diplomado e servidor público concursado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

 

Fonte: Fenaj.

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Veja, a seguir, as deliberações da assembleia e a Carta Aberta lançada pelos funcionários da EBC

Posted by analisesdejornalismo em novembro 6, 2013

Veja, a seguir, as deliberações da assembleia e a Carta Aberta lançada pelos funcionários da EBC.

Fonte: Fenaj

Ata da Assembleia dos trabalhadores da EBC reunidos em DF, RJ, MA e SP no dia 05 de novembro de 2013

Reunidos em assembleia no dia 05 de novembro de 2013, às 12:30h, os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação de Brasília, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo deliberaram e tomaram as seguintes resoluções:

1 – Exigência da retirada da advertência que a EBC impôs ao funcionário Ricardo Alexandria e retirada da suspensão imposta ao funcionário Guilherme de Souza, ambos funcionários da EBC no Rio de Janeiro.

2 – Rejeição de forma unânime a seguinte proposta da empresa:

A) Acordo de 2 anos.

B) 1% de ganho real dividido em 0,5% novembro de 2013 e 0,5% novembro de 2014.

C) Reajuste pelo IPCA do Tíquete alimentação e inclusão de Tíquete extra em dezembro de 2013 e tíquete alimentação extra em dezembro de 2014.

D) Retirada dos 10 itens do Acordo (demanda do DEST) com promessa de normatização até abril de 2014.

E) Retirada de cláusulas do Acordo (demanda da empresa) com possibilidade de incluir em normas.

3 – Aprovação de GREVE no dia 07 de Novembro de 2013 a partir das 16h. Com assembleia no dia 08 de novembro de 2013 às 13h para reavaliação.

4 – Aprovou a seguinte contraproposta a ser apresentada pelos sindicatos e comissão de empregados à empresa:

A) Sem retirada de cláusulas e dos itens vetados pelo DEST

B) Mudança de data-base para maio com acordo de novembro de 2013 a maio de 2015 e gatilho automático em Novembro de 2014.

C) R$ Aumento linear de R$290 (Vale-peru + vale-cultura + ganho real de 1% linear divido por todo mundo multiplicado por 1,5)

D) Aumento de 11% no tíquete-alimentação (inflação das refeições)

E) Cláusulas sociais prioritárias para avanço: gratificação de função (9a), horas-extras (10a), acúmulo e desvio de função (40a), Comissão de Empregados (81a), adicional de titularidade (38a), qualificação profissional (39a), comportamento ético e moral (52a), cursos externos (49a), folgas dominicais (63a), avaliação de desempenho, inclui das chefias (42a).

5 – Aprovou carta aberta ao Governo e à sociedade brasileira, cuja íntegra se encontra no fim desta Ata.

6 – Aprovou a seguinte resolução a respeito do Plano de Cargos e Salários que está em estudo pela FIA e a EBC: “Nós trabalhadores reunidos em Assembleia, com o apoio dos Sindicatos e a Comissão exigimos que a revisão do Plano se dê no terreno de respeito às leis que regulamentam as profissões, e reivindicamos que a remuneração salarial seja de acordo com a responsabilidade e atribuição das funções, com mecanismos que valorize a perspectiva de carreira, com a garantia de participação das representações dos trabalhadores no processo daqui para frente.”

TRABALHADORES DA EBC EM GREVE

Carta aberta ao governo federal e à sociedade brasileira

Nós, trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em campanha salarial para o fechamento do Acordo Coletivo 2013/2014, aprovamos, em assembleia realizada neste dia 5 de novembro, uma greve com início marcado para a próxima quinta-feira (7/11), a partir das 16h. Este recurso é necessário frente à postura da direção da Empresa e do governo de não responder satisfatoriamente às reivindicações dos trabalhadores e de impor a retirada de direitos.

Antes de tudo, esta é uma mobilização em defesa da comunicação pública. Não nos perfilamos junto dos que querem minar esse patrimônio do povo brasileiro, que garante informação, cultura e entretenimento voltados ao interesse público. Ao contrário, entendemos que esse direito da população, o direito à comunicação, só pode ser assegurado com fortes investimentos em empresas públicas de comunicação, fundamentalmente na EBC. Esta é, pela legislação, a figura central do sistema público criado pela Constituição Federal de 1988. Temos clareza que esse direito não será assegurado pelo setor privado, hoje dominado por poucos conglomerados que usam a mídia para a busca do lucro e para atender aos próprios interesses. E que atacam a comunicação pública cotidianamente.

Para fortalecer o sistema público, é preciso aumentar os investimentos em infraestrutura, produção de conteúdo e, mais importante, na valorização do principal patrimônio da empresa que são os seus trabalhadores. Mas não é isso que vem ocorrendo. A falta de investimentos em estrutura e em quem faz a comunicação pública gera problemas, como os verificados recentemente na transmissão do pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff no dia 21 de outubro e na retransmissão da entrevista de Marina Silva ao Roda Viva para o resto do Brasil no mesmo dia. Repetimos: não estamos entre aqueles que usam esses casos para apontar a comunicação pública como ineficiente, mas entre os que veem a necessidade de mudar o patamar de investimentos para garantir que eles não ocorram novamente.

Questionamos como é possível neste momento que uma parte da Contribuição para o Fomento à Radiodifusão Pública (obtidas a partir de uma taxa paga do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, hoje sob questionamento judicial) liberada pela operadora TIM, no valor de mais de R$ 200 milhões, seja travada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao governo. Não admitimos que esse dinheiro, quando recebido, seja destinado ao pagamento de superávit primário ou que não seja considerado recurso adicional para a EBC. Se os mais de R$ 200 milhões da TIM forem destinados ao fomento à radiodifusão pública como previsto, a Empresa Brasil de Comunicação pode avançar na garantia da sua autonomia, livre das pressões governamentais ou privadas. Por isso exigimos que o governo federal mude de política para assegurar que esse recurso seja destinado para investimentos na comunicação pública, como os demais recursos do país devam ser voltados aos demais serviços públicos, como exigiram as ruas nas manifestações de junho.

Os recursos para o Fomento à Radiodifusão Pública, obtidos a partir de uma taxa paga do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, no entanto, não podem substituir as verbas orçamentárias destinadas à EBC. Ao contrário, devem se somar a estas. Montante que deve assegurar a valorização dos trabalhadores por meio do atendimento de suas reivindicações. Depois de dois anos sem ganhos acima da inflação, a empresa e o governo oferecem 1% em um acordo de dois anos. Dividido pelos quatro anos da gestão de Nelson Breve, teríamos apenas 0,25% de ganho real em cada ano. Percentual insuficiente para melhorar os baixos salários da empresa.

A oferta na mesa avança pouquíssimo nos benefícios, trazendo vales que não foram reivindicados. Queremos a incorporação desses vales no salário. Ou, afinal, não são esses ganhos que, segundo o próprio governo, são responsáveis por manter o crescimento da economia brasileira?

Mas essa não é uma mobilização só por ganhos financeiros. Ela é por direitos. Garantias que o Ministério do Planejamento e a direção da EBC querem nos tirar, inclusive aquelas que não dependem de recursos financeiros. É o caso do estabelecimento de um percentual mínimo de chefias concursadas, da correção de casos de acúmulo e desvio de função ou da organização de políticas de formação interna. Ou seja, não é apenas uma questão de falta de recursos, é uma posição política de ataque aos direitos dos trabalhadores. Além disso, a diretoria da empresa segue desrespeitando as leis que regulamentam nossas profissões e permite o assédio moral como método para impor ataques aos direitos dos trabalhadores.

Frente a esse quadro preocupante, cobramos do governo e da direção da EBC o atendimento de nossas reivindicações. Sem a valorização de quem faz a comunicação pública, continuaremos sendo questionados e seguiremos sem assegurar nossas obrigações constitucionais e legais de prover ao povo brasileiro uma alternativa de informação, cultura e entretenimento voltados ao interesse público, instrumentos essenciais ao próprio desenvolvimento da democracia em nosso país.

Trabalhadores da EBC reunidos em Assembleia no dia 5 de novembro de 2011

Sindicatos dos Radialistas e Jornalistas do DF, RJ e SP

Comissão de Empregados da EBC

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Funcionários da EBC entram em greve a partir de quinta-feira

Posted by analisesdejornalismo em novembro 6, 2013

Em assembleia geral realizada simultaneamente em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e São Luís nesta terça-feira (5/11), os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado a partir das 16 horas de quinta-feira (7/11). Em campanha salarial, jornalistas e radialistas rejeitaram a proposta da direção da EBC, apresentada no dia 24 de outubro, prevendo reajuste salarial pelo IPCA, aumento real de 0,5% em 2013, 0,5% em 2014 e retirada de direitos contidos no acordo coletivo anterior.

Com mais de 600 participantes, o processo de assembleia simultânea conduzido pela Comissão dos Empregados e pelos Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas do DF, RJ e SP, se deu através de videoconferência.

José Carlos Torves, que representou a FENAJ na assembleia realizada em Brasília, conta que o processo foi amplamente representativo e democrático. “Foi a maior assembleia da história da EBC. Houve uma proposta de paralisação por tempo determinado, mas a proposta de greve foi vencedora por grande margem de votos e alto grau de unidade entre os trabalhadores”, conta.

Dirigentes do movimento comunicariam a decisão aos representantes da EBC nas quatro praças (DF,RJ, SP e MA) já na tarde desta terça-feira, para cumprir determinação legal com 48 horas de antecedência. Com cerca de dois mil funcionários, a empresa é responsável pela TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Portal EBC, Radioagência Nacional, além de oito emissoras de rádio, como as Rádios Nacional do Rio de Janeiro e de Brasília e as Rádios MEC AM e FM. Opera serviços como o canal de televisão NBr e o programa de rádio “Voz do Brasil”.

Impasse
A proposta da empresa previa um acordo de dois anos, com reajuste pelo IPCA mais ganho real de 0,5% em 2013 e de 0,5% em novembro de 2014. Para os benefícios, o reajuste seria o IPCA, à exceção do auxílio-creche, que teria reajuste de mais de 11%. Seria concedido um tíquete extra de R$ 832 em dezembro de 2013 e outro corrigido pela inflação em dezembro de 2014.

A direção da EBC apresentou como pré-condições a celebração de acordo coletivo com validade de dois anos e a retirada – imposta pelo ((Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento) – de 10 itens do acordo anterior. Em relação a essas cláusulas, o presidente da empresa, Nelson Breve, incluiu na proposta o compromisso de garantir os pontos nas normas internas da empresa até abril de 2014. Foi informado, ainda, que caso os trabalhadores não aceitassem a proposta, ela seria retirada e a direção da empresa recorreria à Justiça do Trabalho, ingressando com dissídio coletivo.

Na assembleia simultânea, os trabalhadores decidiram “negociar em greve”. E aprovaram uma contraproposta que inclui reajuste salarial pelo IPCA mais 1% e aumento linear de R$ 290,00 para novembro de 2013, reajuste pelo IPCA em novembro de 2014, manutenção das cláusulas vetadas pelo DEST e retirada das punições impostas a dois funcionários da empresa no Rio de Janeiro. A proposta é para acordo com validade até maio de 2015, pois os empregados da EBC querem a mudança da data-base.

Fonte: Fenaj

 

Leia Também: As deliberações da assembleia e a Carta Aberta lançada pelos funcionários da EBC

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Justiça de Sergipe mantém condenação de jornalista por texto ficcional

Posted by analisesdejornalismo em outubro 27, 2013

O Tribunal de Justiça de Sergipe manteve a decisão de primeira instância que condena o jornalista Cristian Góes a 7 meses e 16 dias de prisão por injúria. A pena, proferida nessa terça-feira, 22, foi revertida em prestação de serviços assistenciais. Desde dezembro de 2012, o processo criminal é movido pelo vice-presidente do órgão, desembargador Edson Ulisses, que se sentiu ofendido por artigo ficcional.

0-0-0cristiangoesGóes foi condenado por injúria
(Imagem: Reprodução/Infonet)

Intitulado de “Eu, o coronel em mim”, o texto ficcional escrito por Góes em maio de 2012 é uma confissão em primeira pessoa, em que o personagem imaginário se vê obrigado a lidar com questões democráticas. Apesar de não citar nenhum nome, sobrenome, local e data, o desembargador considerou-se pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis”.

Na ocasião em que descobriu que estava sendo processado, Góes alertou para o perigo de confundir conteúdos jornalísticos e textos subjetivos e ficcionais. “São coisas opostas. O processo fere o princípio da liberdade de expressão”, avaliou, em entrevista ao Comunique-se.

De acordo com informações da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no julgamento do recurso, o juiz relator Hélio Mesquita Neto considerou o processo irregular. Enquanto os juízes José Anselmo de Oliveira e Maria Angélica França e Souza votaram mantiveram a condenação de primeira instância. A sentença foi mantida por 2 votos a 1.

Para o presidente da Fenaj, Celso Schröder, a decisão é absurda e inaceitável. “Um julgamento desses, num ambiente permeado por influências políticas, caracteriza um cerceamento às liberdades de expressão e de imprensa, merecendo repúdio, denúncia e recurso a instâncias superiores do judiciário”, disse, disponibilizando o apoio da Federação ao jornalista processado.

Fonte: Comunique-se

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Record fecha parceria com Twitter; rede social vai trazer logotipo da emissora

Posted by analisesdejornalismo em outubro 27, 2013

Fonte: Comunique-se

Record e Twitter fecharam parceria com objetivo de agregar audiência ao canal de televisão. Quem falou sobre o assunto foi a Folha de S. Paulo, que informou como será o modelo de trabalho das duas empresas.

0-0-0-record2510Parceria de visibilidade foi firmada entre Record e Twitter
(Imagem: Reprodução)
Segundo o jornal, a partir de agora, as atrações da Record terão ações dentro do Twitter para provocar a participação da audiência. Com isso, o logotipo da emissora vai aparecer no topo da rede social.

O site ainda vai fornecer vídeos de atrações em tempo real, promover conversas entre artistas e tuiteiros, que poderão fazer comentários na tela da emissora. O uso de hashtags também será explorado.

Embora a parceria seja aberta para todos os canais, Record é a primeira a apostar no modelo. De acordo com as informações, não há valores envolvidos no projeto, já que se trata de acordo de visibilidade.

“A parceria com o Twitter reforça a vocação de interatividade e inovação presentes na programação da Record em suas mais diversas plataformas”, afirma o diretor geral de novas mídias da Rede Record,  Antonio Guerreiro.

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Agressões a jornalistas ameaçam a democracia

Posted by analisesdejornalismo em outubro 25, 2013

Fonte: Fenaj

Diante das mais recentes agressões a jornalistas – ocorridas durante as manifestações contra o leilão da área Libra do Pré-Sal, no Rio de Janeiro, e durante a cobertura da ação de ativistas no Laboratório do Instituto Royal, em São Roque (SP) – a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem novamente repudiar a prática de atos violentos contra jornalistas, seja a violência praticada por agentes do Estado (policiais) seja a violência praticada por manifestantes.

Desde o mês de junho, a FENAJ está recorrentemente vindo a público manifestar sua preocupação com a crescente onda de violência contra jornalistas, nascida no bojo das manifestações populares que estão ocorrendo em todo o país. A Federação Nacional dos Jornalistas tem reafirmado que esta violência contra profissionais da informação é um desrespeito às liberdades de imprensa e de expressão, visto que o Jornalismo e o trabalho dos jornalistas são imprescindíveis para que a sociedade exerça seu direito à informação e assim possa exercer todos os demais direitos da cidadania.

Reafirmamos que as agressões aos jornalistas revelam um grau elevado de desconhecimento do trabalho dos jornalistas e da importância do Jornalismo para o aperfeiçoamento da democracia brasileira. Revelam, ainda, a permanência de resquícios do autoritarismo do Estado (no caso da violência policial) e de uma inaceitável intolerância, por parte de alguns setores da sociedade, frente à diversidade e ao contraditório, o que, em última análise, expressa a defesa de interesses privados, e até mesmo individuais, em desfavor dos interesses públicos.

A FENAJ solicita das autoridades brasileiras, em nível nacional e estaduais, medidas urgentes de proteção aos jornalistas, com orientação expressa aos policiais, para que cumpram seu papel de garantir a ordem pública, sem violência, e que ajam no sentido de proteger os jornalistas no seu exercício profissional.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas.

Brasília, 21 de outubro de 2013.

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