Análises e Estudos do Jornalismo

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Comunicação Empresarial: As redes sociais e a imagem das organizações

Posted by analisesdejornalismo em outubro 29, 2013

*Wilson da Costa Bueno

A imagem e a reputação das organizações constituem-se em ativos intangíveis de grande valor e precisam ser constantemente monitoradas. Isso significa que elas não podem ser deixadas “ao deus dará” porque as redes costumam ser muito sensíveis notadamente em momentos de crise. Imagem e reputação devem seguir o exemplo dos botecos bem sucedidos: estar o tempo todo sob o olhar do dono.

Mas como fazer isso, se as redes sociais (que incluem o Orkut, o Facebook, o Twitter, a chamada blogosfera toda – um blog a cada segundo – e muito mais), os grupos de discussão costumam ser muito dinâmicas, arredias a qualquer tentativa de análise?

Certamente o esforço não é pequeno e não deve ser tentado por amadores, mas a velocidade e a aceleração das informações nas redes podem, a exemplo das corridas de cavalo, dos lances espetaculares de uma partida de futebol, ser congeladas num determinado momento. Estes flagrantes podem evidenciar processos, realidades, tendências e são fundamentais para compor a estratégia de defesa e fortalecimento da imagem e da reputação das organizações.

As comunidades no Orkut, os perfis no Twitter, os endereços dos blogs são públicos e podem ser resgatados a partir de “sistemas de buscas” gerais ou específicos, assim como é possível recuperar expressões, palavras (por exemplo, nomes de organizações, de marcas, de pessoas) valendo-se, quase sempre, de buscadores associados a estes ambientes interacionais.

Os blogs podem ser acompanhados pelo Technorati, o Twitter pelo Search Twitter e o próprio Orkut e o Facebook têm internamente sistemas que permitem identificar temas, pessoas etc. O mesmo vale para grupos de discussão no Google, Yahoo, Grupos.com.br etc. Há sistemas alternativos que também fazem esta varredura e até empresas especializadas nesse mister.

Na prática, esta é a primeira etapa de um trabalho de monitoramento das redes sociais, assim como o clipping (impresso, eletrônico ou dos jornais on line) é o início de um processo de auditoria de imagem na mídia.

Mas é aí que começa a encrenca (alguém pensou que seria fácil?). O problema não está apenas em resgatar as mensagens (posts, tweetes, comentários, e-mails etc) mas em definir uma forma ( metodologia é a palavra mais indicada!) de avaliar o que se pretende. Monitorar não signifiva apenas coletar dados, informações mas sabê-los interpretá-los adequadamente. Quantas organizações já têm hoje esta competência?

Há várias perguntas que podem ser feitas (e respondidas) e e que podem contribuir para a definição de um roteiro para facilitar a construção de um projeto de auditoria de imagem para as redes sociais
:
1) O que se deseja monitorar? A imagem/reputação da organização? A imagem de marcas? A Imagem de pessoas? É pra acompanhar apenas uma empresa ou também os seus concorrentes?
A organização tem que ter os seus objetivos absolutamente claros porque é a partir deles que será organizado o resgate do material sobre ela, definidas as palavras-chave nos sistemas de busca e assim por diante. Um conselho: o negócio é ser seletivo neste momento porque não adianta querer varrer tudo porque se pode recuperar um volume tão grande de informações e tão disperso que a análise ficará comprometida. Seria incorrer no mesmo erro que algumas assessorias/agências cometem na auditoria de imagem na mídia quando confundem medição de clipping com avaliação da presença ou visibilidade das organizações. Busque e avalie apenas o que é relevante, pertinente, estratégica. Muita informação é diferente de boa informação.

2) Que perspectiva ou perspectivas se pretende incorporar na análise? Essencialmente qualitativa? Essencialmente quantitativa? Ou, o que é o ideal , harmonizar as perspectivas quantitativa e qualitativa porque é necessário sempre saber quem fala, quanto fala, com que públicos interage e com que grau de intensidade.

Isto feito, será possível estabelecer indicadores de presença ou de menção nas redes sociais (quantos falam e quantos são atingidos?), avaliar a angulação das opiniões e mensagens (positiva ou negativa), fazer a qualificação das fontes (nível de influência que podem ter, o que não é apenas ver quantos seguidores uma determinada fonte tem no twitter), detalhar os temas associados à organização etc etc.

3) O momento seguinte é criar um protocolo (tabelas, escalas ) para sistematizar a coleta de dados, permitindo agrupá-los segundo categorias previamente definidas. Aqui entram o conhecimento e a criatividade do pesquisador/consultor, sempre em sintonia com a proposta, os objetivos da organização. Essa história de projeto padronizado de auditoria não vale para o velho monitoramento da mídia impresso e se mostra totalmente inadequado para as redes sociais, muito mais fugidias e complexas.

4) Finalmente, é feita a análise propriamente dita e que flui dos dados sistematizados, culminando com uma série de conclusões e recomendações. Tudo isto irá compor o relatório a ser encaminhado à chefia ou interessados (se a auditoria é feita pela equipe interna da organização) ou ao cliente (se ela for realizada por agência ou assessoria/consultoria terceirizada).

Uma dica fundamental: em todos os casos , será necessário um período de teste para avaliar a consistência das categorias de análise, a abrangência dos sistemas de busca e mesmo a adequação dos protocolos definidos para a consolidação dos dados. É boa prática em pesquisa proceder a um pré-teste para calibrar os instrumentos de análise e ela se aplica (e como) também a esta situação particular. Recomenda-se que este período não seja muito reduzido porque estamos lidando com realidades novas (os projetos tradicionais de auditoria já têm sido há anos testados na prática, mas os que envolvem as redes sociais, não) e a pressa, nesse caso, é mais do que nunca inimiga da perfeição. Esta deve ser buscada mas nunca será obtida nos trabalhos em comunicação porque ela, assim como as ciências humanas em geral, têm a mania de serem desobedientes, rebeldes, com contornos às vezes surpreendentes, não flagrados por instrumentos toscos.

Há equívocos recorrentes e que podem (e costumam) ser cometidos nos projetos de monitoramento das redes sociais mas, dado o escopo deste artigo, vamos mencionar apenas três deles, talvez os principais: a) fazer este acompanhamento por um período curto ou esporadicamente e não vê-lo com uma perspectiva essencialmente estratégica; b) ter como objetivo o desejo de neutralizar /calar as vozes divergentes – pressionar os adversários nas redes sociais; c) ignorar que as redes sociais não podem ser controladas porque não têm fim ou começo, grandes líderes etc.

No primeiro caso, não se pode repetir o erro de organizações que contratam, de vez em quando, projetos de auditoria de imagem apenas como mero registro ou curiosidade. Ou a auditoria vai ser feita sistematicamente para permitir a intervenção imediata ou ela não tem qualquer valor estratégico. Se é para avaliar a “brincadeira” tem que ser para sempre porque organização séria não brinca de faz de conta, tipo “vamos ver o que estão falando da gente na rede”?

Já a intenção de descobrir e silenciar as vozes discordantes, que impactam a imagem ou reputação das organizações, não faz muito sentido porque as redes sociais costumam funcionar como uma Rádio Peão planetária , muito sensível ao autoritarismo, à falta de sensibilidade ou à tentativa de pressionar blogueiros, twitteiros etc. Muitas vezes é isso mesmo que desejam aqueles que têm opinião contrária. O ideal é que a organização tenha humildade, inteligência e que tente descobrir os motivos , as razões pelas quais aquela informação, posição etc está sendo veiculada. Muitas organizações correm atrás dos efeitos e se esquecem de resolver as causas.

É sempre bom não esquecer (vale como exemplo): os twitteiros , blogueiros ou integrantes de um grupo de discussão (as tribos cibernéticas) falam mal do Speedy porque ele dá apagões sucessivos, vociferam contra os bancos porque eles cobram juros extorsivos, detonam as agroquímicas por elas emporcalham o meio ambiente com o veneno que fabricam. Ou são como eu: colocam a Monsanto, Souza Cruz, farmacêuticas ou o amianto na berlinda porque são, respectivamente, empresas e produto que andam repetidamente pisando na bola, penalizando os cidadãos. E os exemplos não ficam por aí, infelizmente, porque podemos citar a arrogância da comunicação da Vale e da Petrobras, o descaso das empresas aéreas com os seus clientes , o preconceito do Carrefour contra negros e homossexuais e os sucessivos crimes de assédio moral da Ambev. A lista é imensa e não dá para finalizá-la aqui. Mas as redes sociais se incumbem de punir exemplarmente as empresas que cometem deslizes éticos, afrontam o meio ambiente e maltratam os seus próprios funcionários (A Embraer deu de uma vez só uma facada nas costas de 4.200 “colaboradores” e achava que ia ficar de graça?).

Por fim, as organizações precisam estar cientes de que as formas de controle tradicionais não funcionam aqui (é muito mais fácil cooptar certos empresários de comunicação prometendo anúncios para impedir que os seus veículos falem mal das organizações!). Levar os integrantes das redes sociais para os tribunais, usar a mão forte da censura para impedir que falem delas, pedir o fechamento de comunidades no Orkut etc só ajuda a aumentar as labaredas, funciona como combustível para as redes sociais.

Há muitos desafios a enfrentar mas é melhor que as organizações comecem a se capacitar agora para essa luta e mudem de postura: a época do conforto institucional acabou. As redes sociais terão cada vez mais gente, serão cada vez mais críticas e perdoarão cada vez menos as mazelas, os desrespeitos, a truculência e a falta de competência ou profissionalismo das organizações. Ao contrário do que se pode imaginar, lidar com as redes sociais não é tarefa para amadores.

Ou as estruturas (e posturas) de comunicação das organizações assumem definitivamente um perfil estratégico, respaldado em bancos de dados, metodologias refinadas, visão abrangente e compromisso com o bom relacionamento com os públicos de interesse ou estarão correndo sério risco de esvaziamento ou deterioração.

O jogo está aí para ser jogado. Para vencer nas redes sociais, o segredo não está na força, mas na inteligência, na criatividade, no talento em comunicação.

A onça definitivamente vai beber água. Os profissionais éticos e que não perdoam o amadorismo em comunicação estarão, como eu, em cima da árvore, à beira do rio, vendo as organizações incompetentes, autoritárias, não profissionais que se aproximam incautas do formidável felino. As redes sociais costumam pegar estas organizações na jugular. É morte certa. Mas de agora em diante, ninguém pode alegar que foi por falta de aviso. E uma dica final: pior do que não ver a onça e ser por ela atacada é cutucá-la com vara curta. Pode ser fatal.

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*Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e professor de Jornalismo da ECA/USP. Diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. (comunicacaoempresarial.com.br)

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Comentários sobre Marshall McLuhan

Posted by analisesdejornalismo em outubro 29, 2013

Criador da idéia de “aldeia global” trouxe para a educação novo enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação. “Uma rede mundial de ordenadores tornará acessível, em alguns minutos, todo o tipo de informação aos estudantes do mundo inteiro”. Em tempos de internet, essa frase é óbvia. Quando foi dita, há 25 anos atrás, parecia extraída de um livro de ficção. O autor, um canadense chamado Marshall McLuhan, foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias provocavam.

Em1964, McLuhan publicou um livro chamado Understanding Media, que, em português ganhou o título de Os meios de comunicação como extensões do homem. Ao publicá-lo, talvez não imaginasse que estava lançando um dos clássicos da comunicação – mais discutido do que lido, mais desprezado do que estudado.

A grande novidade do autor em relação à educação é o enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação – mais uma vez, adiantando-se à criação de um campo de estudos, Comunicação e Educação, que só seria explorado na década dos 90.

“Em nossas cidades, a maior parte da aprendizagem ocorre fora da sala de aula. A quantidade de informações transmitidas pela imprensa excede, de longe, a quantidade de informações transmitidas pela instrução e textos escolares”, explica McLuhan, em seu livro Revolução na Comunicação.

McLuhan propõe que, até o surgimento da televisão, vivíamos na “galáxia de Gutemberg” onde todo o conhecimento era visto apenas em sua dimensão visual. Sua idéia é simples: antigamente, o conhecimento era transmitido oralmente, por lendas, histórias e tradições. Quando Gutemberg inventou a imprensa, permitiu que o conhecimento fosse mais difundido. Mas, por outro lado, reduziu a comunicação a um único aspecto, o escrito. “Antes da imprensa, o jovem aprendia ouvindo, observando, fazendo. A aprendizagem tinha lugar fora da aula”, explica o autor.

Lauro de Oliveira Lima, um dos maiores especialistas brasileiros em Jean Piaget mostra, em Mutações em Educação Segundo McLuhan, que “o professor brasileiro não atingiu sequer a utilização do livro. Comporta-se ainda como o ‘lector’ medieval que recitava papiros e pergaminhos para uma platéia analfabeta”.

Crítico feroz da escola tradicional, o autor canadense aponta os defeitos do sistema atual, que, segundo ele, prefere criticar a mídia, em vez de utilizá-la como aliada na educação. “Poucos estudantes conseguem adquirir proficiência na análise de um jornal. Ainda menos têm capacidade para discutir com inteligência um filme.” Irônico, afirma que “a educação escolar tradicional dispõe de um impressionante acervo de meios próprios para suscitar em nós o desgosto por qualquer atividade humana, por mais atraente que seja na partida”.

Um erro, em sua concepção, é a orientação da escola com vistas exclusivas ao mercado de trabalho. “A educação era, até agora, uma tarefa relativamente simples: bastava descobrir as necessidades da máquina social e depois recrutar e formar o pessoal que a elas correspondesse”, explica o autor no livro de Oliveira Lima.

Mais do que a matéria extraída de livros, afirma McLuhan, o ponto de partida para a educação é a vontade do aluno em aprender. “Onde o interesse do estudante já estiver focalizado, aí se encontra o ponto natural de elucidação de seus problemas e interesses”, completa. “A educação escolar tradicional suscita em nós o desgosto por qualquer atividade humana”

Um de seus mais famosos conceitos é o de “aldeia global”. Em seu livro O meio é a massagem afirma que “a nova interdependência eletrônica cria o mundo à imagem de uma aldeia global”. Quando ele falou isso, a coisa mais parecida com internet que existia eram as redes de computadores militares norte-americanas. Computador pessoal era apenas um sonho, distante.

A evolução tecnológica deixa, aqui, de ser mera coadjuvante na vida social: o que é dito é condicionado pela maneira como se diz. O próprio meio passou a ser a principal atração, a informação. Muitas das páginas que estão na internet, por exemplo, poderiam ser livros ou revistas, mas, segundo McLuhan, tornam-se interessantes justamente por que estão em um novo meio de comunicação.

Isso não significa, é claro, ser passivo diante da mídia. “A tarefa educativa não é fornecer, unicamente, os instrumentos básicos da percepção, mas também desenvolver a capacidade de julgamento e discriminação através da experiência social corrente”, diz o autor.

Uma das mais curiosas idéias de McLuhan é a de que “os meios de comunicação são extensões do homem”. Assim como se usa uma pinça para aumentar a precisão das mãos e uma chave de fenda para girar um parafuso, os meios de comunicação seriam, na verdade, extensões dos sentidos do homem. Os óculos, por exemplo, são extensões do olho, a roupa é uma extensão da pele, a roda do carro é uma extensão do pé. Com a internet, não deixa de ser curioso se falar em “relações virtuais”, como se as máquinas fossem realmente capazes de sentir e pensar pelos seus operadores.

Muito antes de alguém falar em “aspectos lúdicos da educação”, McLuhan já dizia que o estudo deveria ser uma atividade divertida. A escola, para ele, ainda não tinha percebido essa realidade óbvia. E completa: “É ilusório supor que existe qualquer diferença básica entre entretenimento e educação. Sempre foi verdade que tudo o que agrada ensina mais eficazmente”.

O pajé da aldeia global

Herbert Marshall McLuhan nasceu em 1911, no Canadá. Formado pela Universidade de Manitoba, lecionou em diversas faculdades de seu país até conseguir o Ph.D. em Cambridge, em 1942. Tornou-se professor titular de literatura na Universidade de Toronto em 1952, cargo que exerceu durante toda a sua vida. Autor de inúmeros artigos para revistas científicas, tornou-se mundialmente famoso em 1964 ao publicar Understanding Media, onde expunha suas teses sobre a tecnologia e o conhecimento. Acumulando prêmios, defensores e inimigos, McLuhan publicou outros livros divulgando suas idéias, mantendo sempre a linha polêmica até sua morte, em 1980.

O profeta da eletrônica deixou muitos livros e artigos; a maioria esgotados no Brasil, alguns facilmente encontrados em sebos

Os meios de comunicação como extensões do homem (Cultrix)
A Galáxia de Gutemberg (Cultrix)
Revolução na Comunicação, (Jorge Zahar)
O meio é a massagem, (Record)

Fonte: Revista Educação (nº 46, 10/2001)
Maria Isabel Moura Nascimento. GT: Campos Gerais-PR-Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG

http://www.histedbr.fae.unicamp.br/

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O liberal Lippmann é pioneiro para os estudos de jornalismo

Posted by analisesdejornalismo em outubro 27, 2013

Por Lia Seixas

Walter Lippmann, hoje um autor clássico nos estudos de jornalismo, passou pelo socialismo, morreu liberal e falou pela primeira vez proposições repetidas por vários pesquisadores por todos esses anos, desde 22, quando publicou “Opinião pública” (livro que lemos no grupo e para o qual fizemos uma apresentação, que vai aqui sem muita formatação, mas com o que consideramos importante destacar sobre essa obra e o autor). Lippmann questionou a democracia, discutiu o socialismo em sua famosa coluna de jornal.

A tese do livro, para nós, é que a opinião pública é baseada em estereótipos. Defende que as notícias seriam um produto estandardizado. Daí, alguns autores (como Jorege Pedro Sousa) considerarem que ele antecipou a teoria da construção da realidade. O cidadão comum não teria informação de qualidade. Lippmann, por isso, é considerado um autor elitista. Curioso que ele seja tão incensado hoje por intelectuais que discordam disso.

Lippmann disse pela primeira vez afirmações acreditadas e algumas fortalecidas hoje, como: cobertura é fragmentada (episódica) e descontextualizada (p.190 de “Public Opinion” – ver referência abaixo); o material jornalístico precisa ser estilizado (linha editorial); a existência da hierarquização; a necessidade da rotina para o editor (p.191 de “Public Opinion” – ver referência abaixo ); a necessidade do assessor de imprensa; o jornal tem que fazer com que o leitor se identifique. Defendeu a necessidade de uma formação específica para o jornalismo.

Discutiu pela primeira vez:
A. a diferença entre o “mundo exterior” e  “as imagens em nossas cabeças” (imagens estereotipadas da realidade);
B. o conceito de verdade no jornalismo;
C. democracia. A democracia não garantiria “informação perfeita”;

Criou conceitos:
1. manufactured consent = o jornalismo contribui para construir consensos;
2. pseudo-ambiente:
“Para Lippmann, é evidente o papel que essas “imagens em nossas cabeças” têm na formulação de crenças preconcebidas. E aqui podemos entrar em outro conceito pioneiro do pesquisador norte-americano, o de pseudo-ambiente, apontado como o conjunto de imagens criadas indiretamente pela ação da mídia e do noticiário em nossos mapas mentais. Ou seja, uma realidade estruturada não com as informações e o conhecimento obtidos por experiências vivenciadas por nós mesmos, mas sim, uma realidade aprendida com aquilo que obtemos da mídia” (LENZI, 2009, disponível em Observatório da Imprensa).

Contexto
Em 22, já havia passado a primeira guerra mundial. O lead é de 1920. Discutia-se o nascimento do jornalismo moderno, fundamentado na publicidade. Pesquisava-se com a teoria hipodérmica. Discutia-se jornalismo como espelho da realidade. Já era forte a discussão do socialismo. A Revolução Bolchevique começa em 1917. O primeiro livro do “Capital” começou a ser lançado em 1867. Ele tinha uma compreensão pessimista da mídia da época, quando os pesquisadores são influenciados pela I Guerra.

Creio que valor-notícia só veio a ser debatido na década de 60, portanto em 22 Lippmann inaugura, mas pelo viés da política e da opinião pública. Nele estaria também, defende-se, a origem do conceito de agendamento. Kunczik cita Daniel Hartnack, que teria sido o primeiro a defender tese sobre jornalismo em 1688. Depois cita Tobias Peucer, ao tratar da publicação de jornais na Alemanha em 1690. Falava-se em tipos de eventos. Ele é considerado o primeiro autor a empregar o termo “valores informativos”. O atigo “Para pensar critérios de noticiabilidade” de Gislene Silva destaca: “Lippman: clareza, surpresa, proximidade geográfica – leitor tem que se identificar; impacto e conflito pessoal”.

Autor

De família judia abastada, ele nasceu em 23 de setembro de 1889 em Nova York. Entrou tarde na universidade (depis de 10 anos já de jornalismo). Fez Harvard. Foi editor da “New Republic and World”. Escreveu a coluna “Today and Tomorrow”, com a qual ganhou 2 prêmios Pulitzer. Saiu em 1920 (quando tinha 31 anos) da New Republic de foi para New York World. Foi assessor de republicanos e democratas. Escreveu outros livros: A preface to politics (1913), Drift and Mastery (1914; no qual rejeitou o socialismo); A teste of the news (1920); The Cold War, Liberty and the News (1920) , além de Public Opinion (1922) e The Phantom Public (1925). Nestes dois últimos, entende-se que Lippmann colocou dúvidas sobre a possibilidade de uma verdadeira democracia nas sociedades complexas. Depois da segunda guerra, ele voltou para o liberalismo. Tinha visão elitista da sociedade. Ele morreu em dezembro de 1974. Seus campos de conhecimento, então, eram o jornalismo e a política.

Referências

BLUMENTHAL, Sidney. Walter Lippmann and the American journalism today. Open Democracy, 2007. Disponível em: http://www.opendemocracy.net/article/democracy_power/america_inside/walter_lippman.

CUNHA, I.; CABRERA, A.; SOUSA,J.; Pesquisa em Mídia e Jornalismo, Homengagem a Traquina (orgs.) Covilhã: Labcom Books, 2012. Disponível em: http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/90. (Destaque para capítulo 02 e 04)

KUNCZICK, Michael. Conceitos de jornalismo; norte e sul. São Paulo: Edusp, 2001.

LENZI, Alexandre. Lippmann, Kovach e Rosenstiel, um diálogo após décadas. Observatório da Imprensa, edição 556, 2009. Disponível em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/lippmann_kovach_e_rosenstiel_um_dialogo_apos_decadas.

LIPPMANN, Walter. Public Opinion. Nova Yirk: Dover Editions, 2004. (livro de 1922. Destaque para a parte VII, “Jornais”)

PADILHA, Sônia. Os valores-notícia no webjornalismo. Anais do 10º SBPJor, Curitiba, 2012. Disponível em: http://soac.bce.unb.br/index.php/ENPJor/XENPJOR/paper/viewFile/1689/286. (Tem um bom histórico dos estudos sobre valor-notícia)

SILVA, Gislene. Para pensar critérios de noticiabilidade. In: Estudos em Jornalismo e Mídia 
Vol.II Nº 1 – 1º Semestre de 2005. Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/article/view/2091/1830. (Virou um clássico com a diferenciação entre as noções de valor-notícia e critérios de noticiabilidade)

SPARTACUS EDUCATIONAL. Walter Lippmann. Disponível em: http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/USAlippmann.htm. (Detalhe: dentro de “Political Leaders”)

SOUSA, Jorge Pedro. Pesquisa e reflexão sobre jornalismo até 1950: a institucionalização do jornalismo como campo de conhecimento e campo científico. Biblioteca On-Line de Ciências da Comunicação. Disponível em: http://bocc.ubi.pt/pag/sousa-jorge-pedro-pesquisa-e-reflexao-sobre-jornalismo-1950.pdf.

Fonte: Núcleo de Estudos em Jornalismo.

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Justiça de Sergipe mantém condenação de jornalista por texto ficcional

Posted by analisesdejornalismo em outubro 27, 2013

O Tribunal de Justiça de Sergipe manteve a decisão de primeira instância que condena o jornalista Cristian Góes a 7 meses e 16 dias de prisão por injúria. A pena, proferida nessa terça-feira, 22, foi revertida em prestação de serviços assistenciais. Desde dezembro de 2012, o processo criminal é movido pelo vice-presidente do órgão, desembargador Edson Ulisses, que se sentiu ofendido por artigo ficcional.

0-0-0cristiangoesGóes foi condenado por injúria
(Imagem: Reprodução/Infonet)

Intitulado de “Eu, o coronel em mim”, o texto ficcional escrito por Góes em maio de 2012 é uma confissão em primeira pessoa, em que o personagem imaginário se vê obrigado a lidar com questões democráticas. Apesar de não citar nenhum nome, sobrenome, local e data, o desembargador considerou-se pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis”.

Na ocasião em que descobriu que estava sendo processado, Góes alertou para o perigo de confundir conteúdos jornalísticos e textos subjetivos e ficcionais. “São coisas opostas. O processo fere o princípio da liberdade de expressão”, avaliou, em entrevista ao Comunique-se.

De acordo com informações da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no julgamento do recurso, o juiz relator Hélio Mesquita Neto considerou o processo irregular. Enquanto os juízes José Anselmo de Oliveira e Maria Angélica França e Souza votaram mantiveram a condenação de primeira instância. A sentença foi mantida por 2 votos a 1.

Para o presidente da Fenaj, Celso Schröder, a decisão é absurda e inaceitável. “Um julgamento desses, num ambiente permeado por influências políticas, caracteriza um cerceamento às liberdades de expressão e de imprensa, merecendo repúdio, denúncia e recurso a instâncias superiores do judiciário”, disse, disponibilizando o apoio da Federação ao jornalista processado.

Fonte: Comunique-se

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Record fecha parceria com Twitter; rede social vai trazer logotipo da emissora

Posted by analisesdejornalismo em outubro 27, 2013

Fonte: Comunique-se

Record e Twitter fecharam parceria com objetivo de agregar audiência ao canal de televisão. Quem falou sobre o assunto foi a Folha de S. Paulo, que informou como será o modelo de trabalho das duas empresas.

0-0-0-record2510Parceria de visibilidade foi firmada entre Record e Twitter
(Imagem: Reprodução)
Segundo o jornal, a partir de agora, as atrações da Record terão ações dentro do Twitter para provocar a participação da audiência. Com isso, o logotipo da emissora vai aparecer no topo da rede social.

O site ainda vai fornecer vídeos de atrações em tempo real, promover conversas entre artistas e tuiteiros, que poderão fazer comentários na tela da emissora. O uso de hashtags também será explorado.

Embora a parceria seja aberta para todos os canais, Record é a primeira a apostar no modelo. De acordo com as informações, não há valores envolvidos no projeto, já que se trata de acordo de visibilidade.

“A parceria com o Twitter reforça a vocação de interatividade e inovação presentes na programação da Record em suas mais diversas plataformas”, afirma o diretor geral de novas mídias da Rede Record,  Antonio Guerreiro.

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Agressões a jornalistas ameaçam a democracia

Posted by analisesdejornalismo em outubro 25, 2013

Fonte: Fenaj

Diante das mais recentes agressões a jornalistas – ocorridas durante as manifestações contra o leilão da área Libra do Pré-Sal, no Rio de Janeiro, e durante a cobertura da ação de ativistas no Laboratório do Instituto Royal, em São Roque (SP) – a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem novamente repudiar a prática de atos violentos contra jornalistas, seja a violência praticada por agentes do Estado (policiais) seja a violência praticada por manifestantes.

Desde o mês de junho, a FENAJ está recorrentemente vindo a público manifestar sua preocupação com a crescente onda de violência contra jornalistas, nascida no bojo das manifestações populares que estão ocorrendo em todo o país. A Federação Nacional dos Jornalistas tem reafirmado que esta violência contra profissionais da informação é um desrespeito às liberdades de imprensa e de expressão, visto que o Jornalismo e o trabalho dos jornalistas são imprescindíveis para que a sociedade exerça seu direito à informação e assim possa exercer todos os demais direitos da cidadania.

Reafirmamos que as agressões aos jornalistas revelam um grau elevado de desconhecimento do trabalho dos jornalistas e da importância do Jornalismo para o aperfeiçoamento da democracia brasileira. Revelam, ainda, a permanência de resquícios do autoritarismo do Estado (no caso da violência policial) e de uma inaceitável intolerância, por parte de alguns setores da sociedade, frente à diversidade e ao contraditório, o que, em última análise, expressa a defesa de interesses privados, e até mesmo individuais, em desfavor dos interesses públicos.

A FENAJ solicita das autoridades brasileiras, em nível nacional e estaduais, medidas urgentes de proteção aos jornalistas, com orientação expressa aos policiais, para que cumpram seu papel de garantir a ordem pública, sem violência, e que ajam no sentido de proteger os jornalistas no seu exercício profissional.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas.

Brasília, 21 de outubro de 2013.

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Profissionais dão dicas para jornalistas tirarem melhor proveito das redes sociais no trabalho

Posted by analisesdejornalismo em outubro 25, 2013

Há poucos anos, milhões de brasileiros podiam até imaginar se William Bonner, sempre sentado atrás da bancada, teria mesmo pernas. Hoje não apenas sabem que Bonner adora uma caminhada, como também sofre com dores nas costas, usa pijama listrado para dormir e podem ainda escolher a cor da gravata que o apresentador irá usar na próxima edição do “Jornal Nacional”, do qual também é editor-chefe. Tudo isso graças ao Twitter, já que o jornalista é um dos muitos heavy users (expressão em inglês para rotular usuários assíduos da ferramenta) famosos do microblog.
Fonte: Portal Imprensa.
Crédito:Marcus Castro
Janaína Depiné

Procurada por IMPRENSA, a assessoria de imprensa da TV Globo afirmou que a emissora não possui um manual de comportamento para seus funcionários nas redes sociais, incluindo jornalistas, ainda que o canal não cite em sua programação o nome de nenhum desses sites ou alimente seus perfis pessoais, gerando conteúdo nessas páginas. Mas a tendência do mercado é que cada vez mais os veículos de comunicação se posicionem, já que gafes e micos cometidos pelos funcionários podem comprometer a imagem da empresa.

No dia 9 de setembro deste ano, o jornalista Flavio Gomes foi demitido da ESPN, canal de televisão por assinatura especializado em esportes, após algumas declarações polêmicas em seu perfil pessoal no Twitter. Dois dias antes, no feriado da Independência, o time do coração do Flavio, a Portuguesa, jogou contra o Grêmio e perdeu por 3×2 após a marcação de pênalti duvidoso a favor do clube gaúcho. “O que aconteceu foi que eu fiquei revoltado e saí disparando impropérios, mas foram três tuitadas e acabou.”
Arnaldo Ribeiro, também torcedor da Lusa, comentarista de futebol e gerente de programação da ESPN, se manifestou sobre o mesmo jogo na mesma rede social, onde usa o nome “@arnaldoESPN” para se identificar, e criticou o presidente do Grêmio, Fábio Koff. O jornalista não foi demitido, mas se retratou publicamente com os torcedores e o presidente do time. João Palomino, diretor de Jornalismo da ESPN, afirmou que “existe orientação interna para bom uso das redes sociais”. Já a emissora, em comunicado, disse que “medidas internas já estão sendo tomadas para prevenir que outros episódios como esse aconteçam”.
Helena Duncan, sócia-diretora da agência H+ Conteúdos e Relações com a Mídia, que tem entre seus serviços o desenvolvimento de manuais de comportamento na web e especialmente nas redes sociais, é categórica na sua visão sobre o uso das ferramentas. “A primeira dica de uso é: acabou a inocência”. “Não é porque você fez configurações para visualizações só de amigos que você está protegido e pode falar qualquer coisa, tem de ter responsabilidade.
Crédito:Divulgação
Helena Duncan

No caso de jornalista não é como se você estivesse fazendo uma matéria, mas as consequências podem ser profissionais”, diz. Janaína Depiné, jornalista e especialista em comunicação empresarial, criadora do site Elegante Sempre, sobre etiqueta na web, já teve de demitir uma funcionária pelo seu comportamento no Facebook. “Após ser chamada a atenção por mim, ainda que sem citar nomes, ela postou ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’. Ficou claro sobre o que ela estava falando, então conversamos novamente, mas ela desmentiu que fosse sobre o ocorrido. E mais uma vez foi no Facebook desabafar, da mesma maneira.

Aí não teve conversa”, conta. Vale a pena então manter um perfil profissional e um pessoal? “Depende do tempo que você pode desprender cuidando dessas redes sociais, porque acaba virando um grande gerenciamento. Eu tenho só um, porque acho que é possível ter um perfil só e sobreviver nele”, diz Helena. Janaína levanta outro questionamento: precisamos do reconhecimento do outro para ter certeza de que de fato somos felizes?
Com tantas ferramentas na palma da mão através do smartphone, pode ser mesmo tentador sair por aí compartilhando cada momento da vida profissional e pessoal. Um estudo publicado em agosto deste ano, realizado pela Universidade de Michigan, nos EUA, analisou o comportamento de 82 jovens adultos e concluiu que, quanto mais intenso o uso do Facebook, maior era a sensação de infelicidade, provocada justamente pela avalanche de imagens de pessoas bem-sucedidas e sorridentes, em situações de vitória. O que todo mundo sabe é que na vida real as coisas não são sempre assim.
“Abrir a intimidade pode ser positivo para jornalistas porque o que faz sucesso nas matérias, por exemplo, são os personagens. Eu sigo amigos que são conhecidos da mídia que utilizam bem essas ferramentas mostrando bastidores, com os convidados antes de entrar no ar, e nesse sentido a Maria Beltrão, da Globo News, é um ótimo exemplo, porque ela instiga a sua audiência para o programa sem deixar de ser pessoal”, diz Helena. Ainda que o manual “definitivo” de comportamento na web não tenha sido criado, vale lembrar que os valores não mudaram e que as regras de convivência da vida real também valem para as redes sociais. Na dúvida, o melhor é imaginar o que seu chefe pensaria e não publicar, afinal, ninguém gosta de erratas – muito menos na vida real.

Bom senso na rede

Confira dicas para não cometer gafes nem colocar o emprego em risco:
Uma coisa é uma coisa, outra coisa…
Entenda a função de cada rede social. O Facebook é um perfil seu ou uma página pública, não dá certo misturar. Se for postar fotos da intimidade, como tomando cerveja com os amigos, melhor não aceitar solicitação de estranhos, deixe os “seguidores” para o Twitter, perfeito para divulgação de matérias. O mesmo vale para o Instagram.
A diferença entre ego e autoestima
Você é linda, sensual e seus looks arrasam. É preciso se perguntar se seus seguidores estão interessados no seu trabalho ou somente na sua imagem – e se isso prejudica sua carreira. Evite montagem com várias fotos de si mesma, no banheiro, fazendo “bico de pato” ou mostrando a língua.
Não seja um ativista de sofá
Se você tem uma causa, manifeste-se, corra atrás. Mas se sua única ferramenta são posts de imagens chocantes de maus-tratos a animais ou qualquer outro tema, você precisa de uma ocupação de verdade. Ficar lotando a timeline alheia com campanhas de web não muda nada e só irrita.
Apuração ou fiscalização?
Há quem seja especialista em investigar a vida alheia e gaste horas com isso. Como se não bastasse, os “fiscais” ainda gostam de fazer o papel de juízes e avaliam tudo o que você posta. Siga, mas não persiga. Lembre-se de que redes sociais não representam tudo sobre uma pessoa (ainda bem).
Fica à vontade, mas não põe o pé no sofá
Ninguém duvida que as redes sociais aproximam, uma ferramenta e tanto especialmente para quem tem família e amigos que moram longe. Porém, começar a dar pitaco na vida da pessoa a cada post é demais. Se não for para ser positivo nas suas postagens, simplesmente não comente.
Ah, não floode!
Se você posta várias fotos e comentários o dia inteiro, não tenha inocência, porque seus seguidores vão pensar “das duas uma: ou está desempregado ou desocupado”. Péssimo sinal para sua reputação em qualquer um dos casos. Evite inundar (daí a palavra “flood”, do inglês) a timeline alheia com excesso de postagens.
Como diz o ditado, futebol e religião não se discutem
Ficar agredindo ou ofendendo outras pessoas pela opção religiosa ou time que torcem é prova cabal de intolerância. Respeite a opinião e escolhas alheias. A liberdade de crença e expressão é um direito, garantido na Constituição.
Diga não ao jabá
Antiga prática de abordagem das assessorias, estes brindes enviados têm o objetivo claro de comprar a opinião de jornalistas. Nas redes sociais foram rebatizados de “mimos”, mas seguem com mesmo significado. Colocar foto de produto, anúncio ou preço é propaganda. E pode comprometer sua credibilidade.
*Com informações de Janaína Depiné

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Governo convida entidades para discutir problemas enfrentados por jornalistas

Posted by analisesdejornalismo em outubro 16, 2013

Fonte: Comunique-se e Agência Brasil.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, defendeu nessa terça-feira, 15, a federalização de crimes cometidos contra defensores dos direitos humanos e jornalistas. A afirmação foi feita durante a Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que ocorreu na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e discutiu a violência que comunicadores vêm sofrendo ao longo dos anos.

0-mariadorosario elzafiuza.abr Ministra Maria do Rosário defendeu a federalização de crimes contra jornalistas (Imagem: Elza Fiúza/ABr)Durante o encontro, Maria do Rosário destacou a importância dos ativistas de direitos humanos para a sociedade e necessidade de eles serem protegidos dos grupos de extermínio. “Essas pessoas também são ameaçadas, então eu diria que se pensarmos na federalização, eu vejo que nós deveríamos ampliar isto, não ser estritamente para os jornalistas, mas também dialogar com as necessidades dos defensores de direitos humanos do Brasil”, disse.

O governo convidou entidades do jornalismo brasileiro para integrar uma comissão encarregada de identificar e discutir problemas enfrentados pelos profissionais. Para a ministra, cobertura de temas que colocam profissionais em um risco maior, próximos a grupos criminosos, deve ter maior atenção no âmbito de direitos humanos, de forma a garantir a reprodução de um conteúdo que desequilibre as relações de poder.

O presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Marcelo Moreira, lamentou que jornalistas brasileiros enfrentem riscos para garantir a liberdade de expressão. O país, segundo ele, está entre os dez piores do mundo para o exercício do jornalismo. “Muitas pessoas têm recentemente questionado a imprensa, criticando. Nós, jornalistas, temos que fazer uma análise, buscar entender o momento, para tirarmos conclusões importantes sobre o exercício da profissão”, disse o dirigente.

Na visão da ministra, ainda existem resquícios da ditadura militar nas instituições de segurança pública do país, que precisam mudar suas formas de atuação. “Como eu acredito que policias devem ter cada vez mais uma atuação pública, controlada e observada pela população, todo ataque a jornalistas deve ser analisado como algo que fere as atribuições da polícia, da democracia, que ataca não somente aquele jornalista que está ali, mas também todas as pessoas que tem o direito de saber o que ocorreu no contexto da manifestação”.

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Unesco aponta o Brasil como um dos dez piores países do mundo para jornalistas

Posted by analisesdejornalismo em outubro 16, 2013

Fonte: Portal da Imprensa

Um levantamento realizado pela Unesco, em parceria com organizações internacionais de proteção aos jornalistas, como Repórteres Sem Fronteiras, mostra o Brasil como um dos dez piores países do mundo para o exercício da profissão. Até maio deste ano, cinco jornalistas foram assassinados, a maioria em cidades do interior.

Crédito:Reprodução
Sérgio Silva é um dos profissionais de imprensa feridos nas manifestações no país

De acordo com o G1, a discussão foi abordada na última terça-feira (15/10), durante a Conferência Global de Jornalismo Investigativo, na PUC-Rio, no painel de debates sobre violência e ameaças contra jornalistas, que contou com a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.

Os protestos iniciados em junho contabilizaram 83 casos de violência contra jornalistas. Segundo a Abraji, 85% dos casos foram provocados pela violência policial e 15% pelos manifestantes. Para a ministra, os policiais devem ter atuação pública controlada. “Todo ataque deve ser analisado como algo que fere às atribuições da polícia”. Ela defendeu ainda a federalização de crimes contra jornalistas e que os profissionais entrassem na categoria de defensores dos direitos humanos.

No encontro, participaram Lucien Muñoz, representante da Unesco, o órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento educacional, científico e cultural, e de Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação da ONU para o Brasil.

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Livro fundamental sobre as teorias do jornalismo e da comunicação

Posted by analisesdejornalismo em outubro 16, 2013

Obra apresenta linguagem didática de fácil aprendizagem e com conteúdo contextualizado

Capa_1mbAcaba de chegar ao mercado editorial o livro Teorias e Técnicas da Comunicação e do Jornalismo. De autoria do jornalista e professor de História Bruno Barros Barreira, o livro vem com uma linguagem didática, ministrada de forma contextualizada, característico das aulas do professor que traduz todo o conteúdo para facilitar o aprendizado.

O professor afirma que o objetivo foi fazer um livro que, finalmente, reúna as principais teorias da comunicação e do jornalismo que caem em concursos públicos de forma descomplicada. “Geralmente, os livros atuais ou são dedicados às teorias da comunicação ou às teorias do jornalismo. Além disso, grande parte deles vem com uma linguagem acadêmica, dedicada a especialistas. Este livro veio com a preocupação de, além de reunir as principais teorias num só livro, vir com uma linguagem didática e contextualizada, comum às salas de aula”, afirma.

Além das teorias, a obra também traz um capítulo inteiro dedicado às técnicas do jornalismo, com ensinamentos sobre Pauta; Estrutura da Notícia e da Reportagem; Tipos de Fontes e o lidar com as fontes; Entrevista; Ética Jornalística e Novas Mídias.

 Veja quais são as teorias e técnicas abordadas.

Capítulos

1)     Teorias da Comunicação

1.1          Teoria Hipodérmica

1.2          Teoria da Abordagem Empírico-Experimental ou da Persuasão

1.3          Teoria da Abordagem Empírica em Campo ou dos efeitos limitados

1.4          A Teoria Funcionalista das Comunicações de Massa

1.5          A Escola Canadense – Meios e Mensagens

1.6          A visão brasileira – A Folkcomunicação

1.7          A Teoria Crítica – Indústria Cultural

1.8          A Teoria Culturológica

1.9          Os Cultural Studies

1.10        Teorias Estruturais da Comunicação

2)     Teorias do Jornalismo

2.1          Teoria do Espelho

2.2          Teoria do Gatekeeper ou Teoria da Ação Pessoal

2.3          Teoria Organizacional

2.4          A Teoria de Ação Política ou Teoria Instrumentalista

2.5          Teoria da “Distorção Involuntária”

2.6          Teoria Etnográfica

2.7          Teoria do Agendamento (Agenda-Setting)

2.8          A Perspectiva da Espiral do Silêncio

2.9          Teoria do Newsmaking ou Teoria Construtivista

2.10        Teoria Estruturalista ou Teoria dos Definidores Primários

2.11        Teoria Interacionista

3)     Princípios, Conceitos e Técnicas do Jornalismo e da Comunicação

3.1          Comunicação

3.2          Mídias: Os Meios de Comunicação de Massa

3.3          Novas Mídias

3.4          O Jornalismo

3.5          A Pauta

3.6          Entrevista (Conceito Geral)

3.7          Processo de Entrevista e Recomendações Gerais

3.8          Os Tipos de Entrevistas

3.9          A relação do Jornalista com As Fontes de Informação

3.10        Os Tipos de Fonte

3.11        A Estrutura da Notícia

3.12        A Reportagem

3.13        A questão da Subjetividade e da Objetividade e sua Relação com a Ética Profissional

3.14        Código de Ética dos Jornalistas

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